Rádio América Latina

Aspectos Históricos

Marcos Históricos

 

Fundado o município de Cornélio Procópio, a zona compreendida dentro do seu território recebeu influxo de colonizadores oriundos, em sua maioria, dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, que, atraídos pela fertilidade da terra, procuraram estabelecer-se em diferentes pontos da região, formando Patrimônios através de um plano de venda de terras acessível a todas às pessoas.

Um desses núcleos coloniais organizados e fundados no território de Cornélio Procópio foi o de Sertaneja, iniciado em 1945, quando chegaram à localidade os primeiros povoadores. No espaço de sete anos, a região então conhecida pela denominação de Sertão do Paranapanema, teve progresso rápido.

Em 1947, o Povoado foi elevado à condição de Distrito Administrativo e, em 1951, a Município. O local em que está localizado o Município era primitivamente coberto por densas florestas, daí o topônimo “Sertaneja” (cidade do sertão) com o gentílico: sertanejano ou sertanejense.

As terras que formaram o Município foram adquiridas e loteadas pela Companhia Agrícola Barbosa entre os anos de 1940 a 1945, que pertenciam ao município de Cornélio Procópio. A boa qualidade das terras, próprias para formação de cafeeiros, atraiu um grande número de desbravadores e colonizadores.

Entre os primeiros moradores, que eram os empreiteiros de derrubadas, destacam-se: Antonio Pereira Teixeira, (corretor e loteador da Companhia Barbosa), Massagi Nagano, (efetuou a primeira derrubada e construiu o primeiro rancho com madeiras de palmito e coberto de encerado), Benjamim Teixeira, João Aparecido, José da Silva, (construiu ranchos), Januário Loureiro, Moisés de Oliveira, (primeiro farmacêutico formado) e Kazuyoshi Kobayashi.

Com a abertura das picadas (Termo regionalmente utilizado para referir-se aos caminhos estreitos, abertos no mato a golpes de facão), dava-se início à Fazenda Santo Antônio que pertencia à firma Wanderley Charlach. O desenvolvimento de Sertaneja está relacionado ao desempenho deste desbravador que instalou em sua propriedade, uma serraria, dando início às primeiras construções de madeira.

Em 1943, o povoado de Sertaneja possuía alguns estabelecimentos comerciais e que pertenciam a José da Silva, Joaquim Jonas, Ernesto Hobi, José Boava, Belmiro Pinheiro, Luiz Valério, Benedito Custódio Ferreira, Henrique Almeida Ferreira, João Batista Simões, Ristodemos Bordini, Ermínio Lazarini, José Gonçalves e outros.

O meio de transporte era feito por uma jardineira, tipo “Catita”, sendo que as estradas para Cornélio Procópio e Assis, eram do tipo carreador.

Em 1944, foi construída a primeira capela por Otávio Charlach com a colaboração de todos os moradores, tendo como padroeiro, Santo Antônio de Pádua. A primeira missa na localidade foi celebrada pelo Padre Vicente.

Em meados de 1945, foi construída a primeira escola. Duas professoras leigas, de Cornélio Procópio, foram as responsáveis por ministrar as primeiras aulas. Jair Oliveira, Lourdes Orlandi e Antonio Bordini, foram os primeiros professores nomeados, por volta de 1947.

Em fins de 1945, outras famílias de origem nipônica fixaram residência, contribuindo no desenvolvimento e formação de lavouras: Shotaro Minami, Massataka Ota, Komatsu Taniguchi, Yoshinosuk e Nakamura, Guenkishi Suzuki e outros. Em 19 de janeiro de 1946, inaugurou-se o “Clube Recreativo”.

A partir de 1947, surgiram várias casas comerciais e bares, e ampliaram-se as construções. A localidade enfrentava um de seus maiores problemas: a falta de água, que era transportada pelos moradores a uma distância de cinco a seis quilômetros. O problema foi sanado através de um movimento iniciado em 1948, que contou com a participação do Dr. Waldemar Scardazzi e dos primeiros vereadores: Luiz Valério, Benedito Custódio Ferreira, Carlos Alves de Oliveira, que representavam a localidade, na Câmara de Cornélio Procópio. Em 1950, por meio da Lei Municipal nº 186, de 15 de março, foi regulamentado a emissão de Apólices que foram vendidas à razão de 200,00 cruzeiros cada uma. Com a arrecadação, foi comprado um motor a óleo diesel, bombas, canos, entre outros equipamentos para que se instalasse a água encanada.

No dia 14 de maio de 1949, foi instalado o Cartório de Registro Civil, tendo como escrivão Rolando Demétrio Marussi.

Em outubro de 1950, foi criada a Paróquia de Santo Antônio por Dom Geraldo de Proença Singaud, Bispo da Diocese de Jacarezinho, tendo como primeiro pároco o Padre Pedro Piazzol.

O desenvolvimento acentuado em todos os setores suscitou, entre os habitantes, o desejo da criação do Distrito Administrativo, o que foi conseguido por meio da Lei Estadual nº 690, de 14 de dezembro de 1950. A marcha do progresso teve continuidade e Sertaneja com pouco mais de sete anos de fundação, passou de Distrito à categoria de Município, no dia 14 de novembro de 1951, por meio da Lei Estadual nº 790, sendo instalado no dia 14 de dezembro de 1952.

A tabela a seguir mostra alguns fatos relevantes acontecidos no Município, desde a sua colonização, bem como as pessoas responsáveis pelos acontecimentos.

Tabela 1. Fatos relevantes acontecidos no Município no período de 1945 a 1975

Formação Administrativa

 

Distrito criado com a denominação de Sertaneja, pela Lei Estadual nº 2, de 10 de outubro de 1947, subordinado ao município de Cornélio Procópio.

Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1950, o distrito de Sertaneja figura no município de Cornélio Procópio.

Elevado à categoria de Município com a denominação de Sertaneja, pela Lei Estadual nº 790, de 14 de novembro de 1951 e desmembrado de Cornélio Procópio.

Com sede no antigo distrito de Sertaneja, o ex-povoado foi constituído de dois distritos: Sertaneja e Paranagi, criado pela mesma Lei Estadual nº 790/1951, e instalado em 14 de dezembro de 1952.

 

Colonização Japonesa

 

a)  Colônia Mairiporã

A colonização de Mairiporã teve seu início no dia 17 de março de 1947, com a chegada dos pioneiros Tadato Ochi Kubo, Genkichi Suzuki e, no mês de setembro do mesmo ano, a chegada dos pioneiros Yahatiro Fukuda, Katsuyoshi Fukuda, Nobuyoshi Fukuda, Kazuma Kuriki, Ihei Kuriki e filhos.

Em 1948, chegou a família de Toshimi Kinoshita e em 1949, Tiutaro Nakao e os filhos: Massao, Siro, Tsuguio, Tiyoko, Issami.

Com o passar dos anos, outras famílias foram se integrando na comunidade, que conquistou grande desenvolvimento agrícola e a implantação da suinocultura, avilcultura, hortifrutigranjeiros e a fruticultura, contribuindo decisivamente para o progresso e desenvolvimento do Município.  

 

b)  Colônia Esperança

Teve seu início em 1946, com a chegada de Jungo Yairo, Uhei Harano, Tetsushiro Akitaya, Yosako Matsuoka, Tsuneji Ota, Shotaro Minami (in memorian), Hiroshi Takahashi.

As famílias pioneiras iniciaram a agricultura, a abertura de estradas, a construção de escola e da sede da Associação Cultural Esportiva, fundada em 20 de julho de 1946.


Distrito de Paranagi

 

Sua ocupação teve início entre 1930 a 1935, pelo colonizador Coronel Antônio Leite Correa. Foi elevado a Distrito Administrativo de Cornélio Procópio por meio da Lei Estadual nº 690, de 14 de dezembro de 1946. Em 1950, passou a ser Distrito Administrativo do município de Sertaneja. Entre seus primeiros moradores destacam-se: Benedito Líbano Correa, Francisco Domingos Araújo e família, Alexandre Bonifácio, João Soares, Juventino de Almeida, Sebastião Campos, Gregório Agostinho, Jarbas Silos Reis (primeira fazenda), Ébio Ferraz de Carvalho, Otaviano José de Almeida, João Moreira, José Moreira Olegário Queiroz, Antonio Inácio, Waldemar Ferreira, Leonardo Bonifácio de Almeida, Galdino Matos, José Marcelino e outros.

O Distrito era considerado o maior produtor de algodão do Paraná, entre os anos de 1963 a 1967. Hoje, suas terras mecanizadas apresentam grande produção de soja e trigo.  

 


 

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